Era inverno de 78 na França. Tudo que Nathalie tinha era um telefone anotado num papel desbotado no bolso esquerdo do casaco azul. Muitas horas de viagem e pouco dinheiro, enquanto a cada esquina cruzada, a procura por uma face amável se distanciava mais e mais.
Ela era a musa dos incompreendidos, ele, o arquiteto dos amantes. Ela, os versos imcompletos, ele, o poeta sonhador. Ela era a protagonista de uma cena de amor, ele, o diretor em busca de uma tomada perfeita. Ela o frio, ele, o cobertor. Ela o fogo, ele o ardor.
E numa chama que se acendia, finalmetne se encontraram numa madrugada de quinta, à beira de um rio qualquer. Os olhos fechados, o tênis amarelado, quase na ponta dos pés. Suas bocas se encontraram, no ritmo de uma valsa sem fim. As luzes da cidade comemoravam, junto com as ruas cinzentas sem movimento, que adormecia em silêncio O tempo não os tornara amantes exaustos, mas o frio fazia os dedos das mãos tilintarem. Ali estava aquecido, mesmo que a três graus negativos.
2009, 20 de Maio, por Nina Campos.
muito chique!
muito bom texto
q tezto massa
adorei a descrição do casal
Ela era a musa dos incompreendidos, ele, o arquiteto dos amantes.
“Ela o frio, ele, o cobertor. Ela o fogo, ele o ardor.”
Essa brincadeira com palavras é o máximo!!! Gosto muito de ler coisas que remetem a isso…
Muitoo legal essa historia uahauahauahauahauah bom poster lol gosteii!!!
os opostos que se atraem…
Que lindo, texto!!!!
Nossa, sou apaixonada por crônicas assim! =)
Comentei no blog da nina sobre esse texto. Ele é muito lindo mesmo!
Beijo!
Texto lindo! *_*
“Ela era a musa dos incompreendidos, ele, o arquiteto dos amantes.”
Adorei esse trecho!
Beijão!
Nossa, fiquei sem palavras, muito bomm!!!
Parabéns, não só por este post, mas pelo blog completo.
Vai para minha lista de blogs, vou te linkar no Papeando. Se der visita lá, vale a pena…
Abraços, Bjo…
que lindo! sensível, doce, amavel!
belo texto